terça-feira, 29 de novembro de 2011

II simpósio de capoeira de são bernardo do campo

II SIMPÓSIO DE CAPOEIRA DE SÃO BERNARDO DO CAMPO

OCORREU NOS DIAS 25,26 E 27 DE NOVEMBRO O II SIMPÓSIO DE CAPOEIRA DE SÃO BERNARDO DO CAMPO,COM A PRESENÇA DE DIVERSOS PRATICANTES DE CAPOEIRA,MESTRES E PROFESSORES,PARABÉNS A SECRETARIA DE CULTURA DA CIDADE DE SÃO BERNARDO PELA INICIATIVA, AOS DIVERSOS PROFISSIONAIS MESTRES DE CAPOEIRA DO NOSSO MUNICÍPIO PELA ORGANIZAÇÃO DO EVENTO.
APROVEITO PARA PARABENIZAR A FORMADA ESTRELA DO GRUPO ANGOLINHA PELA PARTICIPAÇÃO E PREMIAÇÃO EM SEGUNDO LUGAR NO CONCURSO DE LADAINHAS.
SEGUE FOTOS DA PALESTRA DO MESTRE GLADSON.



sexta-feira, 25 de novembro de 2011

JOGOS AMISTOSOS 5 ANOS RESULTADOS

JOGOS AMISTOSOS FUTSAL RESULTADOS


Caros alunos,A participação nos jogos amistosos é de extrema importância para a preparação das equipes em diversos aspectos,aprimora a parte técnica e possibilita as mudanças necessárias no quesito tático, além de reduzir a ansiedade comum em momentos de competição.
Não podemos esquecer que competir é importante e vencer é para apenas uma ou outra equipe,assim espero que nossos jogos ,sejam momentos de troca de experiencias, e que todos possamos crescer com este evento,sucesso e paz a todos estudem e treinem.

O sorteio dos jogos entre as equipes dos 4o anos foi realizado pelo aluno "SANDRINHO" ( 5 ANO E )com a presença das professores das turmas participantes.

4o C X 4o D jogo dia 25 de novembro de 2011 9 hrs

4o A x 4o B jogo dia 28 de novembro de 2011 9 hrs


AMISTOSO ENTRE 5 ANOS

5O G X 5o D

VITORIA 5 ANO G 6 a 3

artilheiros(as)

5ano g

angelo 2 gols
brenda 1
antonio 1
Tallisson 1
mateus 1

5 ano d

cristiam 2
vinicios 1

jogo realizado dia 24 de novembro de 2011

Por: Prof. Cláudio

Regulamento torneio futsal escolar

I TORNEIO INTER-CLASSES DE FUTSAL DA E.E JORGE FERREIRA 2011

REGULAMENTO

TÍTULO I - DAS FINALIDADES

Art. 1º – A finalidade do I torneio inter-classes de futsal da E.E Jorge Ferreira é incentivar a prática do desporto escolar competitivo e através dele o gosto pelo esporte, contribuído para o desenvolvimento físico e emocional da criança, potencializando um ambiente social próprio entre os alunos, estimulando o desenvolvimento motor, cognitivo concentração, criatividade e construção de atitudes de cooperação, lealdade respeito e participação solidária entre os participantes.
TÍTULO II - DA ORGANIZAÇÃO E EXECUÇÃO
Art. 2º - O I torneio inter-classes de futsal é um evento promovido pela E.E Jorge Ferreira e organizado pelo corpo docente e demais funcionários da unidade escolar.
Parágrafo Único: Todos os participantes, alunos, dirigentes, professores estarão submetidos às normas e determinações técnicas e disciplinares deste regulamento.

TÍTULO III - PERÍODO DE REALIZAÇÃO

Art. 3º - O I torneio Inter-Classes de handebol será realizado entre os dias 25 a 30 de novembro de 2011 para os 4o anos e entre 12 e 16 de dezembro para os 5o anos.

TÍTULO IV - DA PARTICIPAÇÃO.

Art. 4º - Somente poderão participar do I torneio inter-classes de handebol, os alunos da referida unidade escolar, estudantes do período da manhã, 4º e 5o anos que não tenham nenhum impedimento de ordem disciplinar e com a autorização para pratica de Educação física assinada, em dia com suas obrigações escolares e que não estejam com conceitos vermelhos nos bimestres anteriores na disciplina Educação física.

Parágrafo Único: Cada classe ou turma poderá inscrever 10 atletas selecionados pelo técnico da equipe dentre os alunos matriculados na referida turma,sendo 5 (cinco) atletas titulares e 5 (cinco) reservas, a equipe titular deverá possuir pelo menos duas atletas do sexo feminino, entre os atletas reservas deverá possuir pelo menos 2 atletas do sexo feminino.A Comissão técnica será formada por no máximo 3 (três) componentes, um técnico, um auxiliar técnico e um secretario.

Art. 5º - Somente poderão participar do I torneio de futsal, alunos regularmente matriculados na escola E.E Jorge Ferreira que estejam freqüentando, presencialmente, curso regular de Ensino fundamental no período da manhã.

Art. 6º - Para identificação dos alunos o técnico da equipe deverá entregar para o comitê de organização a lista contendo o nome da equipe o grito de guerra por escrito, o número da chamada seguido do nome completo e idade dos atletas, devera indicar também na frente ao nome em parênteses a função de goleiro titular, goleiro reserva e capitão da equipe, deverá indicar também um tópico com os nomes da equipe técnica.

Parágrafo único: Poderá participar do I torneio de futsal o aluno que estiver em condições de saúde, apto para a prática esportiva e de atividade física e devidamente comprovado por autorização para a prática de Educação física escolar.

TÍTULO V - DAS INSCRIÇÕES

Art. 7º - Será considerado escrito o aluno que constar na lista descrita no artigo anterior.


TÍTULO VI - DA SOLENIDADE DE ABERTURA

Art. 8º - A Solenidade de Abertura do I torneio de handebol será no pátio da escola com data a definir. Será obrigatória a presença de todas as equipes participantes, devidamente uniformizadas.

TÍTULO VII – DA FAIXA ETÁRIA

Art. 9º - alunos que tenham entre 08 a 12 anos de idade.

TÍTULO VIII - DO MATERIAL ESPORTIVO E UNIFORME

Art. 10º - As equipes deverão apresentar-se para as competições com uniformes ou roupas próprias para a pratica de educação física, camiseta, shorts e tênis, eventualmente devido a falta de padronização nas cores das camisetas, será fornecido colete colorido de acordo com a disponibilidade da escola.

Parágrafo Único: o goleiro deve usar calça.
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TÍTULO IX – SORTEIO DE CHAVES E SISTEMA DE DISPUTA

Art. 11º - A disputa será por ELIMINATÓRIA SIMPLES para efeito de classificação e nas disputas de terceiros e quarto lugares as chaves serão feitas por sorteio, nas primeiras fases os jogos serão apenas entre anos e séries iguais (quarto ano contra quarto ano) e (quarta série contra quarta série) em grupos diferentes. Durante as disputas serão obedecidas as Regras adaptadas e previamente treinadas e todo o disposto nos demais artigos deste Regulamento Geral e decisões do Comitê Organizador.

Parágrafo primeiro: é obrigatória a participação de no mínimo 2 (três) atletas do sexo feminino em cada equipe durante o jogo.
Parágrafo Segundo: O campeão da disputa entre os 4º anos ganhará uma vaga para participar das eliminatórias entre os 4ª séries, podendo se sagrar campeão geral da disputa,participando das 2 premiações.

Art. 12º - O tempo de jogo será de 30 minutos, divididos em 2 tempos de 15 minutos com 1 intervalos de 5 minutos para hidratação, descanso e orientação técnica.
Parágrafo único: em caso de empate no tempo normal, a disputa será definida por 5 (cinco) tiros livres para cada equipe,será considerada vencedora a equipe que marcar o maior numero de tentos,se persistir o resultado as cobranças continuam de forma intercalada.

TÍTULO X – DA ARBITRAGEM

Art. 13 º - As disputas serão arbitradas pelo professor de educação física ou estagiário de educação física convidado para este fim.

TÍTULO XI - DAS PENALIDADES

Art. 14 º - Serão aplicadas as seguintes penas disciplinares durante as partidas.

1. Cartão amarelo (advertência por falta coletiva)
2. Cartão azul (exclusão por 2 minutos)
3. Cartão vermelho (expulsão)

Art.15 A punição com cartão vermelho é a maior penalidade em que esta sujeito o atleta sendo impedido de continuar no jogo e ficando suspenso para a próxima partida da equipe, e será aplicado quando o atleta:

a) Prejudicar o bom andamento da competição;
b) Promover desordens durante as disputas - nos locais onde os mesmos estão sendo realizados, assim como nas proximidades;
c) Incentivar nos atletas o desrespeito às autoridades;
d) Estimular a prática da violência entre os atletas;
e) Proferir palavras ou fazer gestos ofensivos à moral;
f) Atirar objetos nos locais das disputas;
g) Invadir os locais das disputas;
h) Participar de atos de agressão mútua;
i) Faltar com o respeito às autoridades ou dirigentes da competição;
j) Tentar ou agredir os árbitros, demais autoridades e adversários;
l) Depredar as instalações ou locais das disputas.

Parágrafo único – É critério exclusivo do Comitê Organizador, eliminar toda a equipe ou apenas pessoas de responsabilidade definida, visando preservar a disciplina e o espírito amistoso da Competição.

TÍTULO XII - DAS PREMIAÇÕES

Art. 16º - Os atletas de cada equipe em primeiro, segundo e terceiro lugares serão contemplados com medalhas.
Parágrafo Único: Serão premiados os 3 primeiros colocados, classificados nos seus respectivos anos ou séries.


TÍTULO XIII - DAS DISPOSIÇÕES GERAIS

Art. 17 º - Deverão ser consideradas válidas somente as informações contidas neste Regulamento Geral .


Art. 18 º - O Diretor da unidade escolar será a autoridade máxima do I torneio inter-classes de futsal da E.E Jorge Ferreira , durante as disputas, tendo poder para transferir ou suspender as disputas e tomar as possíveis providências cabíveis para o bom andamento da competição.

Art. 19º - Qualquer disputa poderá ser suspensa ou transferida por motivos imperiosos, sendo que caberá ao Comitê Organizador estipular a nova programação.


Art. 20º - Os casos omissos neste regulamento serão resolvidos pelo Comitê Organizador do I torneio inter-classes de futsal da E.E Jorge Ferreira 2011.

por: Prof.Cláudio

HISTÓRIA DE FUTSAL RESUMO


História do futsal no Brasil. Origem e o Histórico do futsal


A Origem do futsal tem duas versões sobre o seu surgimento, como em outros esportes, há divergências quanto a sua invenção. Há uma versão que diz que o Futebol de Salão começou a ser jogado no Brasil por volta de 1940 por freqüentadores da Associação Cristã de Moços, em São Paulo, pois havia uma grande dificuldade em encontrar campos de futebol livres para poderem jogar e então começaram a jogar suas "peladas" nas quadras de basquete e hóquei. No inicio jogavam-se com cinco, seis ou sete jogadores em cada equipe mas logo definiram o número de cinco jogadores para cada equipe.

As bolas usadas eram de serragem, crina vegetal ou de cortiça granulada mas apresentavam o problema de saltarem muito e freqüentemente saiam da quadra de jogo. Então tiveram seu tamanho diminuído e seu peso aumentado. Por este fato o Futebol de Salão passou a ser chamado de "O Esporte da Bola Pesada".

Temos também a versão que nós, gaúchos, amantes deste esporte damos como a mais provável, o Futebol de Salão foi inventado em 1931 na Associação Cristã de Moços de Montevidéu/Uruguai, pelo professor Juan Carlos Ceriani, que chamou este novo esporte de "Indoor-Foot-Ball".

Destaca-se em São Paulo o nome de Habib Maphuz, que muito trabalhou nos primórdios do Futebol de Salão no Brasil. O professor da ACM de São Paulo, Habib Maphuz no inicio dos anos cinqüenta participou da elaboração das normas para a prática de várias modalidades esportivas, sendo uma delas o futebol jogado em quadras, tudo isto no âmbito interno da ACM Paulista.

Este mesmo salonista fundou a 1ª Liga de Futebol de Salão, a Liga de Futebol de Salão da Associação Cristã de Moços e após foi o 1º presidente da Federação Paulista de Futebol de Salão. Foi colaborador de Luiz Gonzaga de Oliveira Fernandes para a elaboração do 1º Livro de Regras de Futebol de Salão editada no mundo, em 1956.

Apesar das divergências, o que se conclui é que o Futebol de Salão, nasceu na Associação Cristã de Moços, na década de 30 em Montevidéu ou na década de 40 em São Paulo.

FONTE:http://www.futsalbrasil.com.br/artigos/artigo.php?cd_artigo=159

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

lesões na capoeira

LESÕES NA CAPOEIRA

por: CARLOS ROBERTO PELEGRINO ALVES DE SENA
adaptado por: Cláudio Garcia

RESUMO

A distância entre a prática da capoeira e o universo acadêmico é o fator determinante da origem deste artigo. Atualmente a capoeira é reconhecida como importante atividade física da cultura brasileira. Inúmeros benefícios estão associados a sua prática, contudo, existe uma quantidade restrita de pesquisas sobre as lesões pertinentes a modalidade. O objetivo deste artigo é descrever as principais lesões de joelho decorrentes da prática da capoeira, como também relatar diante de vários, alguns fatores que as promovem. O método utilizado foi à revisão de literatura. Os resultados obtidos sugerem que as principais lesões de joelho encontradas na prática da capoeira são as ligamentares, com predominância de “ligamento cruzado anterior” e as de meniscos. As principais causas das lesões são: as mecânicas, como os deslocamentos rápidos, os movimentos repetitivos e extenuantes e as mudanças bruscas de direção (que acentuam a ação da força de atrito e conseqüentemente a força de reação do solo); e as biológicas como o sistema muscular debilitado, a ação proprioceptiva falha e a flexibilidade muscular limitada.

INTRODUÇÃO

A capoeira, é um esporte,e como tal pode ocasionar lesões durante sua prática em decorrência dos movimentos repetitivos, da força de atrito no pé de apoio, dos movimentos que exigem maior flexibilidade ou que induzem a uma má postura, e que geralmente acometem às articulações dos tornozelos, punhos, ombros, cotovelos e joelhos, assim como, as musculares e lombalgias (MOREIRA, 03/02/2008).
“Enquanto o deslocamento do tronco para trás concentra o peso corpóreo no calcanhar do pé apoiado posteriormente produzindo uma extensão reflexa do joelho correspondente o da coluna vertebral, sobrecarregando a massa muscular posterior da perna, impedindo a mobilização rápida do membro de apoio posterior e a esquiva para trás, além de criar condições mecânicas a instalação de lesões mio-ligamento-articulares. O joelho, devido à sustentação, forças externas e deslocamentos rápidos com as mudanças bruscas de direção, é uma das articulações mais exigida na prática da Capoeira”.
(DECANIO, 2008)

O objetivo deste artigo é descrever as principais lesões de joelho decorrentes da prática da capoeira, como também relatar os fatores que as promovem.

DESENVOLVIMENTO


Em 1972 a capoeira foi homologada pelo Ministério da Educação e Cultura como modalidade desportiva (GLADSON 1989, p. 23).

A Confederação Brasileira de Pugilismo, pelo seu Departamento Especial de Capoeira, elaborou o Regulamento Técnico que norteou a vida da capoeira-esporte em todos os eventos e graduações oficiais em âmbito nacional, e tendo como órgãos responsáveis, em nível estadual, as respectivas Federações e nos dias de hoje a Capoeira é ensinada em academias, clubes, escolas e universidades, com o lúdico, o ritmo e a luta (GLADSON 1989, p.23).

2. LESÕES NA CAPOEIRA

De acordo com Moreira (03/08/2008), a mecânica de alguns movimentos da capoeira, pelo excesso repetitivo ou pela realização inadequada, promove as seguintes lesões:
Tornozelo
Geralmente ocasionada em decorrência de torções durante a ginga, deslocamentos e impactos ao término dos saltos.

Lesões Musculares
Geralmente na realização inadequada de determinados movimentos executados com excesso de explosão, podem acarretar lesões tais como: distensão, contusão, estiramento e contratura muscular.

Lombalgias
Geralmente acontece no trabalho realizado em postura pouco natural, como movimentos inesperados e súbitos, os quais também exigem grande flexibilidade como a ponte, que também força a região facetária das vértebras.

Punhos
Geralmente acontece no impacto dos MMSS. no solo tais como: mortal com as mãos e as quedas (desequilibrantes).

Ombro
Geralmente acontece nos movimentos com exploração da amplitude total do ombro, associando-se à descarga de peso nesta articulação, tais como: macaco, S-dobrado, paradas de mão c/queda de rins, aú giratório, etc… Pode-se chegar a uma artrite traumática.

Menisco ligamentares do joelho

Lesão que geralmente ocorre em detrimento de sobrecarga na articulação,uma hiperextensão ou até mesmo ao atrito e uma torção da articulação devido o pé estar fixado no chão, geralmente acontece durante na execução dos golpes e ao aplicar ou receber movimentos desequiibrantes (quedas).

Cotovelo
Perigo de luxações e entorses, nos movimentos de floreio.

“O capoeirista para aprender um novo golpe ou movimento precisa desenvolver o uso sincronizado de vários grupos musculares simultaneamente. Isso vai viabilizar o uso destes grupos musculares também em práticas corriqueiras no dia a dia, diferentemente do praticante da musculação que trabalha isoladamente para cada grupo muscular. Por outro lado, deve-se tomar muito cuidado, pois a prática indevida pode ocasionar lesões musculares, assim como, lesões articulares, muitas vezes irreversíveis, que podem acarretar prejuízos ao praticante, pelo resto de sua vida”. (BURIANOVÁ, Ph Dr. ZUZANA, 2007).

De acordo com Andrews (2000) apud Cintra Neto (2006), a articulação do joelho é a mais constantemente lesada em todo o corpo, em especial em indivíduos que participam em atividades atléticas, sendo a instabilidade permanente e progressiva mais alta do que qualquer outra lesão articular nos esportes.

3. PRINCIPAIS LESÕES DE JOELHO NA CAPOEIRA

“Foram avaliados treze pacientes que foram submetidos a cirurgia de reconstrução de ligamento cruzado anterior (LCA), todos atendidos e operados pela Equipe de joelhos do setor de Ortopedia e Traumatologia do Hospital das Clinicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, sendo que dos 13 pacientes estudados, 10 eram homens (76,9%) e três mulheres (23,1%) e a média de idade foi de 34,5 anos, o esporte mais praticado antes da lesão foi o futebol, (69,2%), seguido da capoeira e basquete (todos com 7,7%). O mecanismo de trauma mais freqüente foi a entorse (10 pacientes – 76,9%), seguida do trauma direto em três pacientes (23,1%)”.(BONFIM, PACCOLA, 2000).

Segundo Petersen e Renstrom (2002, p. 267), “lesões no ligamento colateral medial e lesões meniscais são a maioria, mas, rupturas de ligamento cruzado anterior (LCA) também são comuns e responsáveis por uma considerável quantidade de tempo perdido no esporte”.

3.1 LESÕES LIGAMENTARES

“A articulação do joelho é estabilizada por quatro fortes ligamentos: o ligamento colateral medial (LCM), o ligamento colateral lateral (LCL), o ligamento cruzado anterior (LCA) e o ligamento cruzado posterior (LCP), sendo que o LCM e o LCL evitam a movimentação látero-lateral, enquanto o LCA e o LCP limitam a movimentação anormal antero-posterior. Lesões por torção que causam forças excessivas sobre esses ligamentos podem rompê-los”. (PETERSEN E RENSTROM, 2002, p. 268).

Na articulação do joelho, a qual a configuração dos ossos não é particularmente estável, a tensão nos ligamentos contribui muito para a estabilidade articular, ajudando a manter as extremidades ósseas articuladas. (Hall, 2005, p. 121).
A localização de cada ligamento determina a direção na qual será capaz de opor resistência a uma luxação do joelho. (HALL, 2005, p. 231).
A maioria das lesões no joelho, especificamente o ligamento cruzado anterior (LCA) ocorre nas praticas esportivas, principalmente naquelas que envolvem desaceleração, rotação e saltos (BONFIM e PACCOLA, 2000).

“O LCA é o restritor primário da anteriorização da tíbia em relação ao fêmur, sendo responsável por 75% da estabilização anterior do joelho. A lesão de LCA é considerada grave, pois gera uma instabilidade do joelho em movimentos de rotação e mudanças de direção, a perda do LCA não produz somente cinética anormal, mas também freqüentemente resulta em grandes mudanças degenerativas no joelho. O LCP (Ligamento Cruzado Posterior), bloqueia o deslocamento anterior do fêmur sobre a tíbia. É mais robusto, porem, mais curto e menos obliquo em sua direção que o anterior”. (PETERSEN e RENSTROM 2002, ps. 271 e 273).


3.2 LESÕES DE MENISCOS

“Os meniscos lateral e medial são fibrocartilagens intra-articulares que apresentam as seguintes funções: aumentar a congruência das articulações tibiofemorais, distribuir a pressão, lubrificação, estabilização da articulação do joelho em todos os planos (principalmente conferindo estabilidade rotacional), prevenir o colapso da membrana sinovial durante a flexo-extensão, sustentar de 40 a 60% da carga total sobre o joelho e até 85% na flexão, absorver impacto fêmoro-tibial em até 20% e função proprioceptiva através de receptores específicos”. (CAMPBELL,1997) (CINTRA NETO, 2006).

As lesões do menisco medial são 20 vezes mais freqüentes que as lesões do menisco lateral. O menisco medial adere firmemente à cápsula articular e ao ligamento colateral medial, de modo a ficar mais exposto aos traumatismos. (VARGAS et al, 2002).

“O menisco medial é parte do complexo ligamentar medial, sendo inserido na cápsula em toda sua extensão, alem de apoiar-se sobre uma superfície côncava. Isto permite menor mobilidade durante os movimentos articulares, sendo considerado o menisco da estabilidade, suas lesões são classificados como; traumáticas, degenerativas e congênitas, decorrentes de traumas rotacionais ou axiais, evidenciados na prática esportiva, subida de escadas e rampas e na queixa de falseio, o menisco lateral também poderá apresentar lesões; traumáticas, degenerativas e congênitas, conseqüentes também de traumas rotacionais (VARGAS et al,2002).

“Em esportes de contato, é comum a ocorrência de lesões dos meniscos, muitas vezes combinadas com lesões ligamentares, particularmente quando o menisco medial é envolvido, sendo com frequencia causadas por impacto de torção no joelho. Em casos de rotação externa do pé (eversão) e da porção inferior da perna em relação ao fêmur, o menisco medial fica mais vulnerável, enquanto em rotação interna do pé(inversão) e parte inferior da perna, o menisco lateral é facilmente lesado e acontecendo também na hiperextensão ou hiperflexão do joelho”. (PETERSEN e RENSTRON, 2002 p. 298).

4. ORIGEM DAS LESÕES

4.1 FATORES MECÂNICOS

“[...] tomando-se como referência outras expressões do movimento humano (1), pode-se classificar as cargas externas geradas nos movimentos armada pulada e no parafuso como sendo de moderada intensidade. Considerando ainda que a carga externa, quando aplicada em intensidade e/ou volume excessivos, pode provocar lesões em diversas estruturas do tecido biológico, deve-se dedicar especial atenção à seleção dos movimentos utilizados nas aulas de capoeira (BRENNECKE, AMADIO, SERRÃO, 2005)

O risco da prática da capoeira encontra-se na falta de consciência e orientação para a realização dos movimentos, o que pode levar a ocorrência de lesões (MOREIRA, 03/08/2008).
[...] ainda que em situações de jogo dificilmente se execute diversas vezes o mesmo movimento, em situações de treinamento a repetição sistemática de um mesmo movimento é usualmente realizada, aumentando, portanto, as chances de lesões por sobrecarga em indivíduos não preparados e/ou fadigados”(BRENNECKE, AMADIO, SERRÃO, 2005)

A lesão de joelho geralmente ocorre em detrimento de sobrecarga na articulação, uma hiperextensão ou até mesmo ao atrito e entorse da articulação devido o pé estar fixado no chão, geralmente acontece durante a execução dos golpes e ao aplicar ou receber movimentos de quedas (MOREIRA, 03/08/2008).
Segundo (Smith, Weiss e Lehmkuhl, 1997, ps. 24 e 25) a força do atrito pode proporcionar estabilidade se ótimo, retardar o movimento se excessivo e levar a instabilidade se inadequada.
Decanio (2008), médico e ex-aluno de Mestre Bimba, relata que o joelho, devido à sustentação, forças externas e deslocamentos rápidos com as mudanças bruscas de direção, é uma das articulações mais exigida na prática da Capoeira.

“Várias podem ser as causas de lesões no joelho devido à capoeira, exemplo é o excesso de peso do capoeirista, assim como, a repetição excessiva do movimento de flexo-extensão dos mesmos, que provocam um desgaste gradual desta articulação deixando-a propensa a lesões”.(MOREIRA, 2008).

“Na Capoeira, em alguns casos a simples flexão é suficiente para a realização do movimento, porém, em outros esta articulação necessita de sua capacidade máxima para que o movimento ocorra.

“Esportes competitivos, como os de lutas, obrigam a treinamentos intensos e longos, havendo sem duvida sobrecarga ao corpo humano, e neste aspecto, o joelho fica vulnerável, seja em atletas ou esportistas. Sendo, portanto, uma articulação muito comumente envolvida em lesões esportistas recreativas e profissionais. Nos esportes de contato, o atleta é ainda mais suscetível, pois além destes fatores, ainda esta envolvido o peso do outro atleta, levando a uma maior sobrecarga”.(ASSIS, GOMES e CARVALHO, 2005).

“Segundo trabalho cientifico publicado no VII Congresso de Iniciação Cientifica e V Simpósio de Pós Graduação da Escola de Educação Física e Esporte da USP, de acordo com (Stallard, 1984), “a força pode ser definida como uma ação física, que tende a mudar a posição do corpo no espaço”, ou seja, segundo o trabalho, as forças mensuráveis são as forças externas, transmitidas entre o corpo e o ambiente, isto é, forças de reação. E segundo (Stucke, 1984), a força de reação do solo que ocorre durante a fase de apoio ou contato, é um dos principais parâmetros externos da estrutura do movimento com influência na quantificação da sobrecarga mecânica sofrida pelo aparelho locomotor”. (HEINE, SERRÃO e ALMEIDA, 2000).

“A boa mecânica corporal requer que a amplitude de movimento articular seja adequada, porém não excessiva. Existe um principio básico relativo aos movimentos articulares; quanto maior a flexibilidade, menor a estabilidade; quanto maior a estabilidade menor a flexibilidade; onde o desempenho habilidoso em uma variedade de esportes, danças e atividades acrobáticas requerem flexibilidade e comprimento muscular excessivos. Embora possa ser aplicado para a melhora do desempenho em determinada atividade, pode afetar adversamente o bem estar do individuo que o está desempenhando”.(KENDALL, MC CREARY e PROVANCE, 1995).

4.2 FATORES BIOLÓGICOS

“É fato que a presença de desequilíbrio muscular entre extensores (quadríceps) e flexores (ísquio-tibiais) do joelho pode contribuir para uma maior ocorrência de lesões, e que uma musculatura em harmonia pode evitar ou pelo menos minimizar, não só as lesões do joelho, mas também de todas as articulações e músculos do corpo”.(ASSIS, GOMES e CARVALHO, 2005).
“A articulação do joelho é composta por músculos extensores e flexores sendo extensores; reto da coxa, vasto lateral, vasto medial e vasto intermédio, os quatro músculos formam uma única fixação distal forte na patela, cápsula do joelho e superfície proximal anterior da tíbia, e os flexores; bíceps femoral, semitendinoso e o semimembranoso (coletivamente chamados de isquiotibiais); o gastrocnêmio, o plantar, o poplíteo, o grácil e o sartório. Músculos, estes que passam posteriormente ao eixo de flexão e extensão variável de flexão do joelho”.(SMITH, WEISS e LEHMKUHL, 1997, p.359, 361).

Um bom trabalho de musculação dentre vários, para a ativação dos músculos extensores pode ser: a cadeira extensora e o trabalho com caneleiras (também na cadeira extensora), pois ativa melhor o vasto medial devido a maior resistência nos últimos graus de extensão; quanto que aos músculos flexores o Leg-press, com o apoio alto, tendo uma maior amplitude articular do quadril e uma menor amplitude articular do joelho, trabalhando ativamente em maior proporção os músculos flexores em comparação ao apoio baixo, sendo que este exercício também trabalha o quadríceps, com isso, é indicado para pessoas que apresentam alterações de ligamento cruzado anterior; e o agachamento; onde estarão envolvidas as articulações do quadril, joelho e tornozelos serão trabalhados os músculos extensores do quadril (bíceps femoral, semitendinoso e semimembranoso e glúteo máximo) extensores do joelho (reto femoral, vasto intermédio, vasto medial e vasto lateral) e flexores plantares (gastrocnêmios e sóleo) trabalho este, que seja realizado, desde que não tenha articulações em processo inflamatório”(LIMA e PINTO, 2005).

Segundo (Nunes, Castro, Marchetto e Pereira, 2003), propriocepção, é definida como a capacidade inconsciente de sentir o movimento e posição de uma articulação no espaço. No joelho ela é medida por mecanoreceptores situados nas suas principais estruturas como ligamentos, cápsula articular, tendão patelar, meniscos, etc…

“Os receptores das terminações nervosas informam as alterações mecânicas das estruturas músculo-articulares, as aferências dos sistemas músculo-articulares projetam-se para os centros de processamento no cérebro, por meio de reflexos algumas vezes imperceptíveis e por meio das vias de controle motor, que podem influenciar os neurônios motores que controlam a atividade muscular e as atividades das vias neurais que regulam o próprio sistema músculo-articular, portanto a propriocepção é inicialmente trabalhada de uma maneira consciente por meio de exercícios de equilíbrio, postura do joelho no espaço, tempo correto de atuação dos músculos flexores antes de chocar o pé contra qualquer obstáculo, mesmo o solo, ou seja, puro trabalho sensório-motor, através das vias aferentes e eferentes”. (EKMAN, 2000 apud ARCHOUR JR., 2002, p. 301)

De acordo com Dover (2003) apud Bonetti (2007), exercícios proprioceptivos são uma parte integral do processo de reabilitação, sendo prudente seu uso na prevenção de lesões desportivas, pois estudos realizados comprovaram que a prescrição destes exercícios melhora o senso de posição articular e evita que as lesões ocorram.

“A propriocepção é inicialmente trabalhada de uma maneira consciente por meio de exercícios de equilíbrio, a postura do joelho no espaço, tempo correto de atuação dos músculos flexores, etc. A repetição exaustiva deste treinamento consciente fará com que o mesmo se torne automático e inconsciente preparando o individuo a usar seus músculos flexores antes de chocar o pé contra qualquer obstáculo, mesmo o solo. Vário técnicas existem para se treinar a propriocepção do joelho, tais como, a balancinha e a cama elástica, aparelhos estes, os quais propiciam instabilidade durante os exercícios para que se adquira uma melhor estabilidade articular, onde em média se necessita de quatro a seis semanas de trabalho para um bom resultado final”.(NUNES, CASTRO, MARCHETTO e PEREIRA, 2003).

“O programa de exercícios proprioceptivos, para propor um trabalho preventivo, deve ter exercícios dinâmicos, mutidirecionais e específicos de cada esporte. Estes exercícios trabalham principalmente com componentes da estabilidade dinâmica das articulações (unidades músculo-tendíneas) que mantém os membros e articulações estáveis durante os movimentos. Este treinamento de exercícios dinâmicos específicos de cada esporte, permite facilitações na adaptação proprioceptiva na articulação do joelho em atletas, evitando falseios e instabilidades”.(HEWETT, 2001; BONETTI, 2007).

“Tanto os tecidos contráteis (sarcômeros), como os não contráteis (fascias, tendões e ligamentos), tem propriedades elásticas e plásticas. Se há intenção de ocasionar deformação no tecido à longo prazo, a tensão aplicada deve alcançar, e até mesmo, superar ligeiramente o limite elástico do tecido e mante-lo por determinado tempo, ou seja, é necessário procurar manter o equilíbrio na atividade de alongamentos e conhecimento, pois é de suma importância na prática esportiva. O sistema muscular acometido de encurtamento ou insuficiência de flexibilidade aumenta a estimulação dos agonistas via fuso muscular ao acionar o músculo para contrair-se, tornando-o mais rígido e os seus antagonistas mais lassos. Como consequência, instala-se um sistema hipotônico antagonista e um hipertônico agonista, instalando a assimetria, causando; aumento do gasto energético; desestabilização da postura; utilização de fibras compensatórias; compressão das fibras nervosas; aumento das incidências de cãibras e dor”; prejuízo da técnica nas habilidades atléticas e de luta”(ARCHOUR JR, 2002 p. 295).

CONCLUSÃO

Este trabalho teve como objetivo pesquisar sobre lesões que acometem os indivíduos que praticam a capoeira, assim como tentar identificar quais os fatores que as promovem. A partir das informações coletadas na revisão de literatura, concluiu-se que: as lesões de joelho, com predominância de “Ligamento Cruzado Anterior” e “Meniscos” em decorrência da postura do individuo estão mais sujeitas a acontecer através dos deslocamentos rápidos com mudanças bruscas de direção (ginga e fintas de corpo), bem como, movimentos repetitivos e extenuantes (golpes de linha e giratórios), em decorrência da soltura dos golpes e o pé de apoio no chão, ocasionando a força de atrito e resultando na força de reação do solo, onde dependendo do piso e o indivíduo estando descalço será menor e calçado será maior. Forças externas que com o passar do tempo, poderão ocasionar uma frouxidão ligamentar em decorrência das micro-lesões sem intervalos ocasionadas pelo Stress, podendo chegar a uma ruptura ligamentar. No movimento de rotação, tomemos como exemplo o golpe da armada, acontecerá o trabalho sensório – motor; sensório (SNC- via eferente -ligamentos) e motor (ligamentos – via aferente – SNC), momento este em que acontecerá um deslizamento rotacional dos côndilos femorais, lateral e medial do fêmur, sobre os Platôs tibiais lateral e medial da tíbia, podendo acontecer o atraso da mensagem eferente quanto a controlar ou até mesmo parar o golpe giratório, devido a uma ação proprioceptiva falha ocorrendo a frouxidão ligamentar, concomitantemente com o sistema muscular debilitado e a flexibilidade limitada, poderá ocorrer o rompimento do LCA e por muitas vezes acompanhado da lesão de menisco. O fortalecimento muscular, os exercícios de propriocepção e alongamentos, não neutralizarão a possibilidade de lesões, mas agirão preventivamente contra as mesmas.

REFERÊNCIAS

ARCHOUR JR., A; “Exercícios de Alongamento” Barueri, 2002, Manole, ps. 4, 289, 295 e 301.
AREIAS, A; “O que é Capoeira” 3ª ed. São Paulo, Brasiliense, 1983, ps. 28, 67 e 68.
ASSIS, M.M.V.; GOMES, M.I.; CARVALHO, E.M.U.; “Avaliação Isocinética de Quadris e Isquio-Tibiais nos Atletas de Jiu-Jitsu” Revista Brasileira em Promoção de Saúde, Universidade de Fortaleza, 2005.
BONETTI, L. V.; “Exercícios Proprioceptivos na Prevenção de Lesões nos Joelhos” Revista Fisioweb Wgate, 2007, RGS.
BONFIM, T. R.; PACCOLA, C. A J. “Propriocepção Após Reconstrução de LCA” São Paulo, 2000.
BRENNECKE, A; AMADIO, A C.; Serrão, J.C. “Parâmetros Dinâmicos de Movimentos Selecionados da Capoeira” USP, São Paulo, 2005.
BURIANOVÁ, Ph Dr. S.; “Capoeira, Arte Marcial ou Filosofia da Vida” – BIRKO, 2007.
CINTRA NETO, P.F.A; “Influência da Lesão Condral na Concentração de Glicosaminoglicanas Sulfatadas no Líquido Sinovial” São Carlos, 2006.
DARIDO, S. C; RANGEL, I. C.; “Educação Física Na Escola” Rio de Janeiro, Guanabara/Koogan, 2005, ps. 26 e 263.
DECANIO, A A; “Lesões Traumáticas Durante a Prática da Capoeira”

www.capoeiradabahia.com.br 2008.
FONTOURA, A R. R.;GUIMARÃES, A C. A “História da Capoeira” Maringá, 2002.
HALL, S. J. “Biomecânica Básica” 4ª ed. Rio de Janeiro, 2005, ps.121, 157 e 231 Guanabara/Koogan.
HEINE, V. ; SERRÃO, J.C.; ALMEIDA, G.; ”Análise Mecânica do Parafuso da Capoeira” USP, São Paulo, 2000.
KENDALL, F; MCCREARY, E. K.; PROVANCE, P. G. “Músculos Provas e Funções” 4ª ed. São Paulo, 1995, p. 3.
LIMA, C. S.; PINTO, R. S.; “Cinésiologia e Musculação” São Paulo, Artmed, 2006 ps. 106, 112, 122 e 128.
MOREIRA, I. B.; “Lesões da Capoeira” www.capoeiraequilibrio.com.br. 2006.
NUNES, J. F. et al.; ”Tratamento Conservador do LCA” Rev.do joelho, 2003.
PASTINHA, V. F.; “Capoeira Angola” Gráfica Bahia, 1988, p. 28.
POWERS, S. K. ; HOWLEY, E. T.; “Fisiologia do Exercício” 3ª ed. Barueri, 2000 p. 126.
PETERSEN, L.; RESTROM, P. ; “Lesões do Esporte” 3ª ed. Barueri, Manole, 2002, ps. 271, 297 e 298.
REGO,V.; “CAPOEIRA ANGOLA” ensaio etnológico, Bahia, Itapuã, 1968
SILVA, GLADSON. O.; “Capoeira Do Engenho À Universidade”; USP, São Paulo, 1989, ps. 9,22 e 23.
SMITH, K. S.; WEISS, E. L.; LEHMKUHL, L. D. “Cinésiologia Clinica de Brunnstrom” 5ª ed. São Paulo, Manole, 1997, ps. 24, 25, 347, 354, 359 e 361.

adptado do artigo original de autoria de CARLOS ROBERTO PELEGRINO ALVES DE SENA

segunda-feira, 14 de novembro de 2011







II Simpósio de capoeira da cidade de São Bernardo do

Campo



Fruto das discussões iniciadas ao longo do último ano pelo Grupo de Trabalho de Cultura Popular Tradicional formado por funcionários da Secretaria de Cultura junto a Comissão de Capoeiras de São Bernardo do Campo, este Simpósio visa à reflexão, ao debate e ao encaminhamento das questões fundamentais para o fortalecimento do multifacetado universo cultural da Capoeira do Grande ABC, em especial da cidade São Bernardo do Campo.

Serão emitidos certificados de participação para todas as atividades. Inscrições antecipadas pelo telefone 4336-8206 e palestrasedebates@gmail.com


Dia 25 às 20h - Abertura Oficial do Simpósio e da Exposição Fotográfica sobre a História da Capoeira na Cidade São Bernardo do Campo.

Cerimônia oficial de abertura do evento com a presença das autoridades do poder público municipal, Sr. Martvs Chagas (Diretor do Departamento de Fomento e promoção da Cultura Afro-brasileira da Fundação Palmares) e homenagem aos mestres mais antigos da cidade de São Bernardo do Campo. Auditório da Pinacoteca. Rua Kara, 105. Jardim do Mar. Tel: 4125-2466


Dia 26 das 9h às 12h - Workshop: “Capoeira e Educação”

Neste workshop serão abordados os aspectos teóricos e metodológicos presentes na prática corporal da capoeira na educação física escolar.

Palestrante: Prof. Dr. Gladson de Oliveira Silva (CEPEUSP). Teatro Elis Regina. Avenida João Firmino, 900. Bairro Assunção. Fone 4351-3479



Dia 26 às 15h - Mesa de debates “Apontamentos para uma construção coletiva de políticas públicas voltadas a Capoeira”:

A partir das diretrizes apontadas pelo Ministério da Cultura/Iphan/Fundação Palmares e Ministério do Esporte, esta mesa visa debater e criar indicativos para construção coletiva de políticas públicas voltadas a Capoeira. Teatro Elis Regina. Avenida João Firmino, 900. Bairro Assunção. Tel: 4351-3479


Dia 26 às 19h - 1º Festival de Ladainhas de Capoeira de SBC

Festival de caráter competitivo que visa dar visibilidade a produção mais recente de cantigas autorais, no caso ladainhas, compostas nas Rodas de Capoeira do Grande ABC. Para participar o interessado deve enviar um email para palestrasedebates@gmail.com com a letra digitalizada da ladainha. No corpo do email colocar o nome completo do autor e/ou interprete, Academia, Associação ou Instituição da qual faz parte, bem como o contato telefônico. Cada participante poderá inscrever apenas uma ladainha e a mesma poderá ter no máximo 2 minutos. Inscrições limitadas a 20 participantes, feitas por ordem de chegada. Informações: 4336-8206.

Teatro Elis Regina. Avenida João Firmino, 900. Bairro Assunção. Tel: 4351-3479


Dia 27 das 9h às 11h - Workshop de Capoeira Angola

Ministrado por Mestre Bigo (Academia de Capoeira Angola Ilê Axé), um dos mais ilustres discípulos do Mestre Pastinha, este workshop abordará os principais fundamentos da capoeira angola - toda sua elegância, mandinga e perigo. Vagas limitadas: 30. Teatro Elis Regina. Avenida João Firmino, 900. Bairro Assunção. Fone 4351-3479


Dia 27 das 11h às 13h - Workshop de Capoeira Regional

Workshop que visa aprimorar a técnica e os principais movimentos da capoeira regional. Presença de Mestre Caverna – uma das principais referências brasileiras da capoeira regional. Vagas limitadas: 30. Teatro Elis Regina. Avenida João Firmino, 900. Bairro Assunção. Tel: 4351-3479


Dia 27 às 15h - Palestra “O Mundo de pernas para o ar: a capoeira no Brasil”

Palestra que sob uma perspectiva histórica–antropológica aborda a questão étnico-racial brasileira a partir da capoeira, revelando como os negros utilizavam essa dança-jogo-luta para enfrentar a dominação, além de mostrar o histórico da capoeira e de suas variações. Palestrante: Profª Drª. Letícia Vidor de Sousa Reis (Centro de Ciências Humanas-Metodista/Piracicaba) . Sala Odete Belinghausen/Teatro Elis Regina. Avenida João Firmino, 900. Bairro Assunção. Tel: 4351-3479


fontes: Prefeitura da cidade de são bernardo do campo,secretaria de cultura (guia cultural da cidade)


domingo, 23 de outubro de 2011

FUTSAL NA ESCOLA


Futsal escolar

Trabalhando as diversas modalidades esportivas adaptando o esporte ao contexto escolar.

O futsal é uma modalidade esportiva muito empolgante e apreciada pela garotada na escola esta “preferência” é reflexo da popularidade do futebol em nosso país é muito comum os alunos associarem as aulas de educação física com o “jogar bola”.
Quando iniciei minha carreira como docente na disciplina Educação Física na rede pública do estado de São Paulo verifiquei que os discentes acreditavam que a pratica do “futebol” ou aquilo que eles chamam de jogar bola, um rachão que lembrava mais uma partida de Rúgbi praticada com os pés, todos correndo atrás da bola chutando para onde apontava o nariz, dividindo com o próprio companheiro de time e não raro finalizando na própria meta e fazendo cara de UÈ! , entre outras coisas que nada tinham a ver com futsal ou futebol.
Regras? Que regras? As regras não existiam as linhas demarcatórias que limitam a quadra lateralmente e a linha de fundo eram completamente ignoradas na desabalada carreira que os alunos desenvolviam enquanto perseguiam a pobre da bola ,paravam somente quando se chocavam com as paredes laterais da quadra ou escorregavam em uma pequena rampa que havia após a trave e eram atropelados pelos demais que ao se recuperarem verificavam para que lado a bola havia escapado, afinal dois corpos não ocupam o mesmo lugar no espaço,após alguns segundos de indecisão reiniciava o massacre a pelota.
Durante o planejamento anual da disciplina de educação física estrategicamente programei a pratica do futsal para o ultimo semestre do ano, com a intenção de disciplinar o alunado e trabalhar de forma a demonstrar aos alunos como é prazeroso a pratica de outras modalidades, foi uma briga, cara feia e enrolação principalmente por parte dos meninos que passaram a boicotar as aulas,as primeiras modalidades trabalhadas foram atletismo e basquetebol ,em seguida handebol e ginástica ,no terceiro bimestre voleibol e capoeira e finalmente no quarto bimestre iniciamos a pratica do futsal e por incrível que pareça houveram algumas manifestações e lamentações devido a mudança de modalidade os alunos adoraram as aulas de voleibol ,convém registrar que a cada troca das modalidades coletivas os alunos se manifestavam contrario dizendo que agora que haviam se adaptado e pegado gosto pela modalidade eu as substituía,ora não é necessário relembrar que no inicio do ano letivo os alunos só pensavam em chutar bola,agora querem chutar ,arremessar,lançar,sacar e é claro conduzir ,driblar e finalizar em um bom jogo de futsal.
A conclusão é que os nossos alunos adoram o “futebol” mais se trabalharmos a iniciação das demais modalidades coletivas vão se adaptar e pegar gosto por elas,não devemos ceder a pressão dos alunos no inicio do trabalho e oportunizar aos alunos a experiência da pratica de diversas atividades sendo elas jogos danças ,lutas ,esportes .
Por: Cláudio Garcia

domingo, 21 de agosto de 2011

resolução SE 14/2010

Publicado em 03/02/2010

Legislação Estadual

Resolução SE Nº 14/2010

Dispõe sobre as sessões de Atividades Curriculares Desportivas - ACD, nas unidades escolares da rede pública estadual

O Secretário da Educação, à vista do que lhe representou a Coordenadoria de Estudos e Normas Pedagógicas e considerando:

- a importância da prática do esporte escolar como espaço de vivência de relações interpessoais, que contribuem para a ampliação das oportunidades de exercício de uma cidadania ampla e consciente;

- a relevância da participação de alunos em atividades esportivas competitivas e/ou recreativas, com vistas a futuras participações em campeonatos e competições de esfera estadual, nacional e internacional, como as Olimpíadas,

Resolve:

Art. 1º - As aulas de Atividades Curriculares Desportivas - ACD, destinadas à prática das diferentes modalidades esportivas, constituem-se parte integrante da proposta pedagógica da escola e serão desenvolvidas na conformidade do disposto na presente resolução.

Art. 2º - As turmas de Atividades Curriculares Desportivas serão constituídas de, no mínimo, 20(vinte) alunos, organizados por categoria, modalidade e gênero, e suas atividades serão desenvolvidas em turno diverso ao do horário regular de aulas dos alunos envolvidos em, no mínimo, 2(duas) e, máximo, 3(três) aulas semanais.

§ 1º - Caberá à equipe gestora, subsidiada pelos docentes de Educação Física, a organização das diferentes turmas de atividades que poderão ser constituídas com alunos de diversos turnos de funcionamento da escola e, quando possível, de diferentes níveis de ensino.

§ 2º - Quando a frequência de 50% dos alunos de cada turma de Atividades Curriculares Desportivas for bimestralmente inferior a 85% do número de aulas dadas, a direção da escola deverá proceder à reorganização dos alunos da respectiva turma.

Art. 3º - As aulas dessas atividades serão desenvolvidas:

I - aos sábados;

II - ao longo da semana em horário diverso do das aulas regulares dos alunos e sem comprometimento da dinâmica das atividades previstas pela proposta pedagógica para aquele período de funcionamento da unidade escolar, podendo ocorrer inclusive no período noturno.

Art. 4º - As aulas de turmas de Atividades Curriculares Desportivas constituirão jornada de trabalho docente dos titulares de cargo, respeitada a seguinte distribuição:

I - 2 (duas)turmas dentro da jornada inicial;
II - 3 (três) turmas dentro da jornada básica;
III - 4 (quatro) turmas dentro da jornada integral.

§ 1º - Além de constituírem jornada docente, as aulas de turmas de Atividades Curriculares Desportivas poderão ser atribuídas, a título de carga suplementar, aos titulares de cargo em jornadas a que se referem os incisos I e II ou reduzida de trabalho.

§ 2º - Somente no caso de não aceitação pelos professores de Educação Física da unidade escolar, as aulas dessas atividades poderão ser atribuídas a outro docente portador de licenciatura plena em Educação Física e na conformidade das diretrizes estabelecidas pela resolução que trata do processo de atribuição de aulas.

Art. 5º - As escolas poderão organizar até 1 (uma) turma de Atividade Curricular Desportiva por categoria, modalidade e gênero (masculino, feminino ou misto), desde que a natureza das modalidades e categorias selecionadas se justifique pela pertinência e coesão com o currículo e com a proposta pedagógica de que é parte integrante.

§ 1º - As turmas de Atividades Curriculares Desportivas propostas pela equipe gestora, após serem devidamente analisadas e avaliadas pelo Conselho de Escola, serão encaminhadas à Diretoria de Ensino para apreciação imediata pelo supervisor de ensino responsável pela unidade escolar e devida homologação pelo Dirigente Regional de Ensino.

§ 2º - Caberá à Supervisão de Ensino e à Oficina Pedagógica o acompanhamento das Atividades Curriculares Desportivas.

§ 3º - As turmas de Atividades Curriculares Desportivas serão organizadas nas seguintes modalidades: Atletismo, Basquetebol, Capoeira, Futsal, Ginástica Artística, Ginástica Geral, Ginástica Rítmica Desportiva, Handebol, Judô, Tênis de Mesa, Voleibol e Xadrez.

§ 4º - As categorias das turmas de todas as modalidades de atividades Curriculares Desportivas serão:

I - Pré-mirim (de alunos até 12 anos completos no ano);
II - Mirim (de alunos até 14 anos completos no ano);
III - Infantil (de alunos até 16 anos completos no ano);
IV - Juvenil (de alunos até 18 anos completos no ano);
V - Livre (de alunos de diversas idades, desde que o aluno mais velho complete no ano, 19 anos ou mais).

§ 5º - para alunos do Ciclo I do Ensino Fundamental, poderão ser organizadas apenas turmas da categoria pré-mirim, das modalidades Atletismo, Ginástica Artística, Ginástica Geral, Ginástica Rítmica Desportiva, Tênis de Mesa e Xadrez.

§ 6º - Os alunos do ciclo I do Ensino Fundamental, com idade compatível com as demais categorias, poderão integrar turmas das outras modalidades organizadas para alunos do ciclo II do Ensino Fundamental, desde que não formem a maioria daquelas turmas e o horário proposto para as sessões não coincida com o horário regular de aulas.

§ 7º - As turmas das modalidades Basquetebol, Capoeira, Futsal, Handebol, Judô e Voleibol, de todas as categorias, deverão ser organizadas por gênero (masculino ou feminino) e as de Atletismo, Ginástica Artística, Ginástica Geral, Ginástica Rítmica Desportiva, Tênis de Mesa e Xadrez, de todas as categorias poderão ser também mistas, sendo que, se houver turma mista, naquela modalidade e categoria não poderá haver turma do gênero masculino e turma do gênero feminino.

§ 8º - O número de turmas de Atividades Curriculares Desportivas mantidas e/ou organizadas pela unidade escolar, conforme dispõe o “caput” do artigo, deve ser na seguinte conformidade:

I - unidades escolares com até 6 classes - até 4 turmas;
II - unidades escolares com 7 a 12 classes - até 8 turmas;
III - unidades escolares com 13 a 20 classes - até 12 turmas;
IV - unidades escolares com 21 classes ou mais - até 16 turmas.

Art. 6º - para a homologação de turmas de Atividades Curriculares Desportivas, a direção da unidade escolar deverá apresentar à Diretoria de Ensino, um plano articulado ao currículo de Educação Física e à proposta pedagógica, elaborado por professor de Educação Física da unidade escolar e referendado pelo Conselho de Escola, com o seguinte conteúdo:

I - a modalidade, o gênero e a categoria da turma (a data de nascimento do aluno mais velho definirá o nome da categoria da turma);

II - o número de aulas semanais (mínimo duas,máximo três);

III - programação anual de trabalho especificando, além da justificativa, os objetivos, conteúdos, atividades e avaliação a serem desenvolvidos;

IV - lista de, no mínimo, 20 (vinte) alunos candidatos à turma, contendo: nome completo, nº do RA, data de nascimento, nº do R.G, nº da turma/classe de origem (código gerado pelo Sistema de Cadastro de alunos da SEE);

V - horário proposto para o funcionamento das aulas, não coincidente com o horário das aulas regulares dos alunos envolvidos.

Parágrafo único - a unidade escolar deverá manter em seus arquivos, para verificação oportuna, declaração escrita e assinada pelos pais ou responsável, de todos os alunos candidatos a integrarem a turma proposta, autorizando-os a participar das aulas de Atividades Curriculares Desportivas, bem como de eventuais competições e/ou apresentações a serem realizadas em outros locais.

Art. 7º - As turmas de Atividades Curriculares Desportivas que estiverem funcionando regularmente no final do ano letivo poderão ser atribuídas no processo inicial de atribuição de aulas, nas modalidades e gênero já existentes.

Parágrafo único - As categorias das turmas atribuídas serão definidas no planejamento anual de trabalho, que deverá conter, além dos demais itens, a lista dos alunos participantes, com sua data de nascimento e série de origem, e ser apresentado pelo professor de Educação Física à direção da unidade escolar, no prazo de duas semanas a partir do início do ano letivo, para ratificação ou retificação.

Art. 8º - Novas turmas de Atividades Curriculares Desportivas poderão ser homologadas no decorrer do ano letivo e no máximo até o último dia útil do mês de agosto do ano em curso.

Art. 9º - Os alunos das Atividades Curriculares Desportivas não poderão ser dispensados das aulas regulares de Educação Física.

Art. 10 - As Atividades Curriculares Desportivas, por integrarem a proposta pedagógica das Unidades Escolares e à semelhança dos procedimentos aplicados aos demais componentes curriculares, deverão ser:

I - objeto de controle de frequência dos alunos;

II - rotineiramente acompanhadas em seu desenvolvimento pela coordenação pedagógica da unidade escolar;

III - submetidas a avaliações devidamente formalizadas em relatórios circunstanciados a serem elaborados pelo professor responsável pela turma de atividades, com ciência da coordenação pedagógica, da direção e do Conselho de Escola e encaminhados à Diretoria de Ensino, juntamente com a ata da reunião do referido Conselho de Escola.

Art. 11 - a participação dos alunos e professores das turmas de Atividades Curriculares Desportivas na Olimpíada Colegial do Estado de São Paulo e nos demais campeonatos e competições será objeto de regulamentação específica.

Art. 12- a Coordenadoria de Estudos e Normas Pedagógicas baixará as instruções que se fizerem necessárias ao cumprimento desta resolução.

Art. 13 - Esta resolução entra em vigor na data de sua publicação, ficando revogadas as disposições em contrário, em especial as da Resolução SE Nº 173/2002

terça-feira, 16 de agosto de 2011

AGITA GALERA 2011



NO DIA 26 DE AGOSTO DE 2011,TODAS AS ESCOLAS DA REDE PUBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO,MAIS UMA VEZ ESTARÃO REALIZANDO DIVERSAS ATIVIDADES DIFERENCIADAS,TODAS COM UM ÚNICO OBJETIVO:REFLETIR E REFORÇAR A IMPORTÂNCIA DAS ATIVIDADES FÍSICAS ,DOS HÁBITOS SAUDÁVEIS ,DA ALIMENTAÇÃO CORRETA PARA A SAÚDE DOS NOSSOS ESCOLARES E DA COMUNIDADE EM QUE ESTÃO INSERIDOS . É O DIA DO AGITA GALERA.
NA E.E JORGE FERREIRA ESTÃO PROGRAMADAS DIVERSAS ATIVIDADES ,NOS TURNOS MATUTINO E VESPERTINO DA ESCOLA , SERÃO ATIVIDADES DE GINASTICA E BRINCADEIRAS E JOGOS POPULARES.



sábado, 4 de junho de 2011

Regulamento torneio handebol escolar

I TORNEIO INTER-CLASSES DE HANDEBOL DA E.E JORGE FERREIRA 2011

REGULAMENTO

TÍTULO I - DAS FINALIDADES

Art. 1º – A finalidade do I torneio inter-classes de handebol da E.E Jorge Ferreira é incentivar a prática do desporto escolar competitivo e através dele o gosto pelo esporte, contribuído para o desenvolvimento físico e emocional da criança, potencializando um ambiente social próprio entre os alunos, estimulando o desenvolvimento motor, cognitivo concentração, criatividade e construção de atitudes de cooperação, lealdade respeito e participação solidária entre os participantes.
TÍTULO II - DA ORGANIZAÇÃO E EXECUÇÃO
Art. 2º - O I torneio inter-classes de handebol é um evento promovido pela E.E Jorge Ferreira e organizado pelo corpo docente e demais funcionários da unidade escolar.
Parágrafo Único: Todos os participantes, alunos, dirigentes, professores estarão submetidos às normas e determinações técnicas e disciplinares deste regulamento.
TÍTULO III - PERÍODO DE REALIZAÇÃO

Art. 3º - O I torneio Inter-Classes de handebol será realizado entre os dias 27 a 31 de junho de 2011.

TÍTULO IV - DA PARTICIPAÇÃO.

Art. 4º - Somente poderão participar do I torneio inter-classes de handebol, os alunos da referida unidade escolar, estudantes do período da manhã, 4º anos e 4ª séries que não tenham nenhum impedimento de ordem disciplinar e com a autorização para pratica de Educação física assinada, em dia com suas obrigações escolares e que não estejam com conceitos vermelhos nos bimestres anteriores na disciplina Educação física.

Parágrafo Único: Cada classe ou turma poderá inscrever 11 atletas selecionados pelo técnico da equipe dentre os alunos matriculados na referida turma,sendo 7 (sete) atletas titulares e 4 (quatro) reservas, a equipe titular deverá possuir pelo menos três atletas do sexo feminino, entre os atletas reservas deverá possuir pelo menos 2 atletas do sexo feminino.A Comissão técnica será formada por no máximo 3 (três) componentes, um técnico, um auxiliar técnico e um secretario.

Art. 5º - Somente poderão participar do I torneio de handebol, alunos regularmente matriculados na escola E.E Jorge Ferreira que estejam freqüentando, presencialmente, curso regular de Ensino fundamental no período da manhã.

Art. 6º - Para identificação dos alunos o técnico da equipe deverá entregar para o comitê de organização a lista contendo o nome da equipe o grito de guerra por escrito, o número da chamada seguido do nome completo e idade dos atletas, devera indicar também na frente ao nome em parênteses a função de goleiro titular, goleiro reserva e capitão da equipe, deverá indicar também um tópico com os nomes da equipe técnica.

Parágrafo único: Poderá participar do I torneio de handebol o aluno que estiver em condições de saúde, apto para a prática esportiva e de atividade física e devidamente comprovado por autorização para a prática de Educação física escolar.

TÍTULO V - DAS INSCRIÇÕES

Art. 7º - Será considerado escrito o aluno que constar na lista descrita no artigo anterior.


TÍTULO VI - DA SOLENIDADE DE ABERTURA

Art. 8º - A Solenidade de Abertura do I torneio de handebol será no pátio da escola com data a definir. Será obrigatória a presença de todas as equipes participantes, devidamente uniformizadas.

TÍTULO VII – DA FAIXA ETÁRIA

Art. 9º - alunos que tenham entre 08 a 12 anos de idade.

TÍTULO VIII - DO MATERIAL ESPORTIVO E UNIFORME

Art. 10º - As equipes deverão apresentar-se para as competições com uniformes ou roupas próprias para a pratica de educação física, camiseta, shorts e tênis, eventualmente devido a falta de padronização nas cores das camisetas, será fornecido colete colorido de acordo com a disponibilidade da escola.

Parágrafo Único: o goleiro deve usar calça comprida.
.
TÍTULO IX – SORTEIO DE CHAVES E SISTEMA DE DISPUTA

Art. 11º - A disputa será por ELIMINATÓRIA SIMPLES para efeito de classificação e nas disputas de terceiros e quarto lugares as chaves serão feitas por emparceiramento (ou sorteio) conforme os dias da pratica de educação física das turmas envolvidas na disputa salvo alterações em algumas datas para propiciar as disputas entre os 4º anos e quartas séries, nas primeiras fases os jogos serão apenas entre anos e séries iguais (quarto ano contra quarto ano) e (quarta série contra quarta série) em grupos diferentes. Durante as disputas serão obedecidas as Regras Oficiais vigentes e todo o disposto nos demais artigos deste Regulamento Geral e decisões do Comitê Organizador.

Parágrafo primeiro: é obrigatória a participação de no mínimo 3 (três) atletas do sexo feminino em cada equipe durante o jogo.
Parágrafo Segundo: O campeão da disputa entre os 4º anos ganhará uma vaga para participar das eliminatórias entre os 4ª séries, podendo se sagrar campeão geral da disputa,participando das 2 premiações.

Art. 12º - O tempo de jogo será de 30 minutos, divididos em 3 tempos de 10 minutos com 2 intervalos de 5 minutos para hidratação, descanso e orientação técnica.
Parágrafo único: em caso de empate no tempo normal, a disputa será definida por 5 (cinco) tiros livres para cada equipe,será considerada vencedora a equipe que marcar o maior numero de tentos,se persistir o resultado as cobranças continuam de forma intercalada.

TÍTULO X – DA ARBITRAGEM

Art. 13 º - As disputas serão arbitradas pelo professor de educação física ou estagiário de educação física convidado para este fim.
TÍTULO XI - DAS PENALIDADES E PROTESTOS

Art. 14 º - Serão aplicadas as seguintes penas disciplinares durante as partidas.

1. Cartão amarelo (advertência por falta coletiva)
2. Cartão azul (exclusão por 2 minutos)
3. Cartão vermelho (expulsão)

Art.15 A punição com cartão vermelho é a maior penalidade em que esta sujeito o atleta sendo impedido de continuar no jogo e ficando suspenso para a próxima partida da equipe, e será aplicado quando o atleta:

a) Prejudicar o bom andamento da competição;
b) Promover desordens durante as disputas - nos locais onde os mesmos estão sendo realizados, assim como nas proximidades;
c) Incentivar nos atletas o desrespeito às autoridades;
d) Estimular a prática da violência entre os atletas;
e) Proferir palavras ou fazer gestos ofensivos à moral;
f) Atirar objetos nos locais das disputas;
g) Invadir os locais das disputas;
h) Participar de atos de agressão mútua;
i) Faltar com o respeito às autoridades ou dirigentes da competição;
j) Tentar ou agredir os árbitros, demais autoridades e adversários;
l) Depredar as instalações ou locais das disputas.

Parágrafo único – É critério exclusivo do Comitê Organizador, eliminar toda a equipe ou apenas pessoas de responsabilidade definida, visando preservar a disciplina e o espírito amistoso da Competição.

TÍTULO XII - DAS PREMIAÇÕES

Art. 16º - Os atletas de cada equipe em primeiro, segundo e terceiro lugares serão contemplados com medalhas.
Parágrafo Único: Serão premiados os 3 primeiros colocados, classificados nos seus respectivos anos ou séries.


TÍTULO XIII - DAS DISPOSIÇÕES GERAIS

Art. 17 º - Deverão ser consideradas válidas somente as informações contidas neste Regulamento Geral .


Art. 18 º - O Diretor da unidade escolar será a autoridade máxima do I torneio inter-classes de handebol da E.E Jorge Ferreira , durante as disputas, tendo poder para transferir ou suspender as disputas e tomar as possíveis providências cabíveis para o bom andamento da competição.

Art. 19º - Qualquer disputa poderá ser suspensa ou transferida por motivos imperiosos, sendo que caberá ao Comitê Organizador estipular a nova programação.


Art. 20 º simultaneamente ao I torneio inter-classes de handebol da E.E Jorge Ferreira 2011, haverá a eleição da melhor torcida organizada.
Parágrafo único: caberá ao comitê organizador eleger a melhor torcida.

Art. 21 º - Os casos omissos neste regulamento serão resolvidos pelo Comitê Organizador do I torneio inter-classes de handebol da E.E Jorge Ferreira 2011.

sábado, 14 de maio de 2011

HANDEBOL

E.E. JORGE FERREIRA
PROFESSOR: CLÁUDIO GARCIA
DISCIPLINA: EDUCAÇÃO FÍSICA
4O E 5O ANOS


HANDEBOL

HISTÓRIA

Atribui-se a invenção do Handebol ao professor Karl Schellenz, da Escola Normal de Educação Física de Berlim,(ALEMANHA)em 1914. No iníco, o Handebol era praticado apenas por moças.Os campos tinham 40x20m. Pouco depois em campos de dimensões maiores, o esporte passou a ser praticado por homens em aquipes com 11 jogadores.

A primeira vez que o Handebol foi disputado em uma olimpíada foi em 1936, depois foi retirado e voltou em 1972, já na sua nova versão (de 7 jogadores) e em 1976 o Handebol feminino também passou a fazer parte dos Jogos Olímpicos.

A Origem do Handebol
O Handebol é um dos esportes mais antigos de que que se tem notícia. Ele ja apresentou uma grande variedade de formas até a praticada atualmente.

Um jogo com bola foi descrito por Homero em "A Odisséia", onde a bola era jogada com as mãos e o objetivo era ultrapassar o oponente, através de passes, isto está gravado em uma pedra na cidade de Atenas e data de 600 A.C.. De acordo com as escritas do médico Romano, Claudius Galenus (130-200 D.C.), os Romanos possuiam um jogo de Handebol chamado "Harpaston". Na Idade Média, as legiões de cavaleiros jogavam um jogo de bola, o qual era fundamentado em passes e metas, isto foi descrito por Walther von der Vogelwide (1170-1230), que o chamou de "Jogo de Pegar Bola", que é precursor do atual jogo de Handebol. Na França, Rabelais(1494-1533), fala sobre um jogo de Handebol em que "Eles jogam bola, usando a palma da mão".

Em 13 de Setembro de 1920, Carl Diem, o Diretor da Escola Superior de Educação Física Alemã, completou o estabelecimento do esporte no cenário mundial, reconhecendo-o oficialmente como esporte. O jogo era praticado em campos de Futebol com traves do mesmo tamanho. O primeiro jogo internacional foi disputado em 3 de Setembro de 1925, com vitória da Alemanha sobre a Austria por 6 a 3.

História Olímpica
O Handebol fez sua estréia nos Jogos Olímpicos de Berlim, em 1936. Na época era mais popular e mais divulgado o Handebol de Campo. Este era praticado em campos de grama com dimensões e gols similares aos do Futebol, com 11 jogadores por equipe. Houve apenas competições masculinas e esta foi a única vez que este tipo de Handebol participou das Olimpíadas (atualmente não se pratica mais esta variável do Handebol, ocorrem ocasionalmente apenas alguns jogos em eventos ou por antigos adimiradores).

Sendo reintroduzido nos Jogos Olímpicos de Munique, em 1972, o Handebol voltou ao cronograma olímpico mas com outra modalidade, o Handebol de Quadra (conhecido atualmente apenas por Handebol). Este possui times com 7 jogadores, é praticado em quadras de 40m por 20m e gols de 2m por 3m. Em 1972 apenas ocorreram competições masculinas. As competições femininas foram introduzidas nos Jogos Olímpicos de Montreal, em 1976. A partir desta data não houveram mudanças significativas do Handebol nas Olimpíadas.


NO BRASIL
O Handebol no Brasil Após a I Grande Guerra Mundial, um grande número de imigrantes alemães vieram para o Brasil estabelecendo-se na região sul por conta das semelhanças climáticas.

Dessa forma os brasileiros passaram a ter um maior contato com a cultura, tradição folclórica e por extensão as atividades recreativas e desportivas por eles praticadas, dentre os quais o então Handebol de Campo. Foi em São Paulo que ele teve seu maior desenvolvimento, principalmente quando em 26 de fevereiro de 1940 foi fundada a Federação Paulista de Handebol, tendo como seu 1 ° Presidenta Otto Schemelling.

O Handebol de Salão somente foi oficializado em 1954 quando a Federação Paulista de Handebol instituiu o I Torneio Aberto de Handebol que foi jogado em campo improvisado ao lado do campo de futebol do Esporte Clube Pinheiros, campo esse demarcado com cal (40x20m e balizas com caibros de madeira 3x2m).

Este Handebol praticado com 7 jogadores e em um espaço menor agradou de tal maneira que a Confederação Brasileira de Desportos - CBD órgão que congregava os Desportos Amadores a nível nacional, criou um departamento de Handebol possibilitando assim a organização de torneios e campeonatos brasileiros nas várias categorias masculina e feminina.

Contudo, a grande difusão do Handebol em todos os Estados adveio com a sua inclusão nos III Jogos Estudantis Brasileiros realizado em Belo Horizonte-MG em julho de 1971 como também nos Jogos Universitários Brasileiros realizado em Fortaleza-CE em julho de 1972. Como ilustração, nos JEB's/72 o Handebol teve a participação de aproximadamente 10 equipes femininas e 12 masculinas, já em 1973 nos IV JEB's em Maceió-AL tivemos cerca de 16 equipes femininas e 20 masculinas.

A atual Confederação Brasileira de Handebol - CBHb foi fundada em 1º de junho de 1979, tendo como primeira sede São Paulo e o primeiro Presidente foi o professor Jamil André.



FONTE: PORTAL SÃO FRANCISCO ,FEDERAÇÃO PAULISTA DE HANDEBOL

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Frente Parlamentar da Capoeira é relançada na Câmara









Frente Parlamentar da Capoeira é relançada com dois objetivos: reconhecer a profissão de capoeirista e transformar essa mistura de luta com dança em esporte, como forma de valorizar a luta e seus praticantes.

Créditos/ Câmara Hoje

Produção Michelle Martins
Dep. Márcio Marinho (PR-BA) - Presidente da Frente
Dep. Acelino Popó (PRB-BA)
Dep. Arnaldo Faria De Sá (PTB-SP) - Autor do Projeto de Lei
Reginaldo da Silveira Lopes - Mestre Esquisito
Keila Costa - Contramestre de Capoeira

fonte:http://www2.camara.gov.br/tv

terça-feira, 8 de março de 2011

PROPOSTA CURRICULAR EDUCAÇÃO FÍSICA

PROPOSTA CURRICULAR DE 1ª A 4ª SÉRIES DO ENSINO FUNDAMENTAL

Professor Ms Sérgio Roberto SILVEIRA
1. Introdução

A Secretaria de Estado da Educação (SEE), por meio da Coordenadoria de Estudos e Normas Pedagógicas (CENP), exerce o papel de orientação e estruturação curricular, de apoio pedagógico ao desenvolvimento do processo ensino-aprendizagem e de elaboração de materiais com relevância educacional. O trabalho realizado pela SEE/CENP na área específica de Educação Física tem como preocupação central promover um ensino de qualidade na rede pública estadual, respaldado em estudos que evidenciem e fortaleçam a relação entre o referido componente curricular e a área de conhecimento correspondente.
As ações da SEE/CENP destinam-se à implantação, implementação, elaboração de materiais, formação continuada e acompanhamento de orientações pedagógicas com vistas ao sucesso do processo ensino-aprendizagem. Os documentos produzidos até o presente representam o resultado das discussões e estudos promovidos na capacitação permanente dos professores da rede. Dentre esses documentos destacam-se: os subsídios para implementação dos Guias Curriculares (1971), as Propostas Curriculares para o ensino de 1º e 2º graus (1992) e a elaboração dessa nova Orientação Curricular abarcando o ensino fundamental e médio.
A presente orientação não constitui um modelo curricular rígido e impositivo; pelo contrário, traz um conjunto de proposições que podem servir de referências ou pontos de partida com base nos quais cada escola, cada professor possa elaborar e desenvolver um currículo capaz de atingir as finalidades do processo de educação escolarizada com eficácia e eficiência, desde que respeitadas as particularidades regionais e institucionais bem como as características sociais, culturais, políticas, étnicas e religiosas da população a que se destina.
É importante enfatizar que essa orientação emanou de um processo amplo de formação continuada, desencadeado pelo Governo de Estado nos últimos anos, para melhorar a qualidade do ensino da Educação Física. Trata-se, portanto, de uma orientação que traz no cerne a discussão com a rede, o que assegura flexibilidade na sua implementação.
Como não poderia deixar de ser, o conteúdo da orientação incorpora as sugestões das várias abordagens apresentadas nos últimos anos para a Educação Física Escolar, devidamente selecionadas com os olhos voltados para os aspectos e elementos em comum e não para diferenças e peculiaridades de cada uma dessas abordagens. Com isso, procurou-se garantir a coerência interna da orientação, evitando-se tanto o viés programático como o ecletismo conceitual, tão criticados nas propostas anteriores.
Um aspecto fundamental dessa orientação é a sua preocupação em relacionar a educação física escolar com a sua área de conhecimento correspondente. Historicamente, a educação física foi identificada muito mais como uma atividade curricular e não como uma disciplina curricular, em virtude da confusão que se fazia entre atividade física e educação física, o que, por sua vez, dificultava a busca e a definição de um corpo de conhecimentos a ser disseminado de forma organizada e seqüencial ao longo do processo de escolarização, como acontece com todas as outras disciplinas curriculares.
Finalmente, a orientação ressalta a especificidade da educação física escolar, com o objetivo de deixar claramente definida a sua função no contexto da educação escolarizada. Os objetivos específicos da educação física devem estar atrelados às finalidades da educação escolarizada, mas não podem ser confundidos com elas. A não definição da sua especificidade tem contribuído fortemente para a identificação da educação física como um coadjuvante do processo de escolarização, sem conteúdo próprio e, portanto, a serviço de outras disciplinas curriculares para a realização de seus objetivos específicos ou como um meio auxiliar para o alcance de metas genéricas não diretamente relacionadas com o processo de escolarização.
2. Um retrospecto sucinto
O primeiro documento elaborado com o intuito de estabelecer as diretrizes gerais para o ensino (correspondente, nos dias atuais, à educação básica) normatizando os encaminhamentos dos componentes que alicerçam a estrutura do currículo em relação às finalidades educacionais e ao processo de ensino-aprendizagem, foi aquele intitulado “Guias Curriculares”, também conhecidos pelos professores como “verdão” em decorrência da cor da capa do material. Ele foi elaborado no final da década de sessenta e início da década de setenta do século passado e deve-se reconhecer que representou um avanço nas orientações educacionais do Estado e do país, apesar das críticas recebidas.
Nesse documento, a Educação Física foi tratada como pertencente à área de comunicação e expressão, juntamente com a Língua Portuguesa e a Educação Artística (tal como foi chamada na época). Dentre as críticas feitas ao documento podem-se destacar resumidamente as seguintes: a desconsideração das peculiaridades regionais de cada comunidade por causa dos encaminhamentos que pressupunham uma cultura única para o Estado inteiro; os objetivos educacionais que foram chamados de mecanicistas por estabelecerem referenciais para as características dos alunos com base em dados exteriores aos da população brasileira; os parâmetros de avaliação que conceberam a aprendizagem do conhecimento como um processo homogêneo para todos, relegando as diferenças individuais.
À Secretaria de Estado da Educação de São Paulo coube a tarefa de elaboração dos subsídios e de realização do programa de capacitação de professores para atuarem nas escolas seguindo esses referenciais. Dessa forma, a SEE/CENP elaborou uma série de materiais para a implementação dos Guias Curriculares e promoveu um programa de capacitação dos professores em massa para vivenciarem as práticas a serem desenvolvidas no trabalho escolar. Os objetivos, bem como a metodologia de ensino, foram identificados como alinhados à corrente mecanicista em razão do método diretivo centrado no professor e da definição prévia dos resultados a serem alcançados.
É oportuno esclarecer que os estudos que precederam à elaboração dos Guias Curriculares foram oriundos do processo educacional desencadeado pelo movimento da Escola Nova. Contudo, a edição do documento e a elaboração dos subsídios teóricos e práticos para a sua implementação foram realizadas no regime político da ditadura militar. As tendências metodológicas de ensino e a formação do profissional de Educação Física também sofreram fortes influências desse movimento político, as quais só foram modificadas com a restauração da democracia.
Com o declínio da ditadura militar e o fortalecimento da democracia, ocorreram várias mudanças na política educacional dos governos federal e estadual. Acompanhando essas mudanças, a SEE/CENP elaborou, na década de 1980, as propostas curriculares para a educação básica, abarcando todos os componentes do ensino.
Concomitantemente a essa reforma no sistema educacional do Estado, observou-se na Educação Física um amplo processo de discussões acadêmicas, especialmente no que diz respeito à definição de seu objeto de estudo e à sua caracterização como uma área de conhecimento. Essas discussões levaram a uma reavaliação das finalidades da Educação Física dentro e fora do contexto escolar.
As propostas curriculares para os diversos componentes do ensino, apresentadas pela SEE/CENP, configuraram-se como um empreendimento inusitado para o Estado de São Paulo. Elaboraram-se duas propostas curriculares específicas para a Educação Física: uma para o ensino de 1º grau (versão final em 1992) e outra para o ensino de 2º grau (1992). Dessa vez, elas procuraram respeitar as características regionais do Estado e contribuíram significativamente para a consolidação de um trabalho sério de Educação Física em São Paulo e, por que não dizer, no país.
Esse processo atravessou todo o período de efervescência das discussões acadêmicas ocorridas na Educação Física, que resultaram numa série de abordagens para o seu desenvolvimento na instituição escolar. Portanto, o conteúdo das propostas foi influenciado por essas tendências e orientações, dificultando a definição de uma diretriz pedagógica coerente que abarcasse tanto o ensino de 1º grau como de 2º grau. Os seus pressupostos teóricos reportavam-se a diferentes abordagens, mas ao cabo das discussões caminhou-se para um tratamento metodológico, o qual a rede estadual chamou genericamente de “socio-interacionista”.
Essa proposta foi testada gradativamente na rede pública estadual. O processo de capacitação de professores deu-se de forma mais centralizada, ou seja, a SEE/CENP trabalhou com os representantes da área específica, pertencentes às oficinas pedagógicas lotadas nas antigas Delegacias de Ensino. Esses representantes da área eram os responsáveis pela capacitação subseqüente dos professores jurisdicionados em sua região. Grandes avanços foram observados com a implementação, especialmente no que se refere aos encaminhamentos dos enfoques educacionais, à elevação do status da Educação Física na instituição escolar e ao processo metodológico que se instaurava, denominado de “construtivismo”. Segundo a proposta curricular para o ensino de Educação Física no 1º grau:
No construtivismo, a intenção é a construção do conhecimento a partir da interação do sujeito com o mundo, numa relação que extrapola o simples exercício de ensinar e aprender. A dinâmica do construir o saber é ampla, incluindo necessariamente as idéias de ‘descobrir’, de ‘inventar’, de ‘redescobrir’, de ‘criar’. Importa tanto ‘o que fazer ’ quanto o ‘como e por que fazer’, e paradoxalmente, não importa somente a explicação da ação senão interiorizada e a serviço da aquisição de um modo próprio, peculiar e inovador de pensar. A explicação da ação se fará no sentido de compreensão, posto que conhecer é atribuir um sentido, um significado, que dependerá das estruturas mentais que se possui.
Se a ação pedagógica do professor for norteada por esse modo de pensar, a metodologia da Educação Física terá como referenciais as condições concretas do aluno, o conhecimento dos períodos de seu desenvolvimento relacionados aos esquemas de elaboração mental, o respeito a sua individualidade, sem perder de vista o contexto grupal no qual o aluno está inserido. (Proposta curricular para o ensino de Educação Física para o 1º grau, 1992, p.9-10).
As críticas apontadas a essa metodologia de ensino diziam respeito principalmente à contraposição do construtivismo - apresentado como salvador da educação - ao mecanicismo - caracterizado como retrógrado e ultrapassado. Na realidade, era muito difícil apontar um professor como mecanicista ou construtivista isoladamente, dadas as características de seu próprio processo de formação no ensino superior, que não preparava o futuro professor nem para atuar somente de uma maneira ou de outra. Na prática, os resultados apontavam para um professor com um determinado discurso em relação à fundamentação teórica, mas sem saber ao certo como resolver o problema da intervenção prática em razão de encontrar-se num momento de transição.
Na década de noventa do século passado, o sistema de ensino deparou-se com a elaboração da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, nº 9394/96 e dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) pelo governo federal, para todos os componentes do ensino escolar. Com relação à Educação Física, os autores do PCN não foram os mesmos para os diferentes documentos produzidos: séries iniciais do ensino fundamental, séries finais do ensino fundamental e para o ensino médio. O resultado foi um documento que evidenciava uma descontinuidade de conteúdo no processo educacional. Além disso, ele não foi capaz de considerar adequadamente os aspectos regionais de cada estado brasileiro. Mesmo assim, alguns avanços foram observados para todo o ensino: a aprendizagem pautada em saberes conceituais, procedimentais e atitudinais, bem como a consideração da aprendizagem em relação ao desenvolvimento de competências e habilidades para se lidar com o conhecimento.
A partir da promulgação da LDB 9.394/96 e da elaboração do PCN (1998), observou-se o surgimento de projetos que mudam o rumo da Educação Física na instituição escolar. No ano
de 2000, a SEE/CENP, com respaldo na LDB 9394/96, implantou o Projeto Correção de Fluxo do Ciclo II, com a finalidade de corrigir a defasagem idade/série que o sistema de avaliação e de reprovação escolar produziu ao longo dos anos anteriores. O projeto tinha a finalidade de proporcionar ao aluno que o freqüentasse durante o período de um a dois anos, um salto nas séries escolares, de forma não seqüencial, de modo que ele conseguisse despertar para as competências e habilidades para se lidar com o conteúdo, independentemente da série escolar a que fosse remanejado. Dessa forma, estaria novamente em condições de acompanhar o seu grupo de colegas de mesma idade e que compartilhasse dos mesmos interesses.

Assim, a SEE/CENP contratou da Ong CENPEC (Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Ações Complementares à Escola e Política Públicas), em 2000, os serviços de produção de materiais e de capacitação de professores para os docentes que assumissem as aulas dessas classes. O modelo de capacitação desenvolvido foi o centralizado: preparavam-se os Assistentes Técnicos Pedagógicos (ATP) do núcleo das oficinas pedagógicas das chamadas Diretorias Regionais de Ensino do Estado; os ATP tinham a função de capacitar posteriormente os professores de suas diretoras de ensino, os quais haviam se inscrito para implantação do r
E ferido projeto.
A capacitação foi fundamentada numa proposta pedagógica elaborada para todos os componentes curriculares e para a escola como um todo, pautada nos seguintes elementos: trabalho heterogêneo (consideração das diferenças individuais), trabalho diversificado (favorecendo a participação do aluno em atividades coletivas, em grupos e na forma individual), aprendizagem não homogênea (consideração dos diferentes ritmos de aprendizagem) e com um processo de avaliação apontando os avanços na aprendizagem e olhando para as dificuldades como redimensionadoras do processo ensino-aprendizagem.
Diferentemente de outros componentes curriculares, como a Educação Física ainda não tinha um material pronto, o mesmo foi sendo discutido, produzido e testado paulatinamente com o próprio grupo de ATP e depois com o grupo de professores que assumiriam as aulas do projeto. Isso possibilitou uma experiência muito interessante da qual se pode destacar o seguinte: o procedimento metodológico que foi constituído de três fases - a prática, a reflexão e o registro; o conteúdo selecionado apresentava um recorte no currículo para dar atendimento à potencialização de competências e habilidades e proporcionar um salto qualitativo na recuperação da demanda de defasagem idade/série - esse recorte de conteúdo foi organizado em três temáticas relacionadas ao objeto de estudo, sem necessariamente apresentar uma seqüência de aprendizagem.
A partir dos resultados de aprendizagem favoráveis que esse projeto produziu na rede pública estadual, a SEE/CENP estabeleceu uma nova ação: a de irradiação dos fundamentos da proposta pedagógica e da metodologia de ensino a todos os professores/alunos do ensino regular do ensino fundamental e médio. Essa ação foi desenvolvida mais como uma sensibilização, mas os professores que ousaram aplicar esse projeto na prática obtiveram resultados muito satisfatórios na aprendizagem significativa de conhecimentos específicos por parte dos alunos, o que o transformou no referencial para o trabalho no ano de 2003.
Em 2003, por meio da Resolução 184/02, a SEE implantou as aulas de Educação Física nas séries iniciais do ensino fundamental, desenvolvidas pelo professor especialista da área. Isso implicou uma reorganização do trabalho a ser desenvolvido no ensino fundamental e, como conseqüência, no ensino médio. Dois fóruns de Educação Física Escolar foram realizados em 2002, com o intuito de discutir a entrada do professor especialista em toda a escolarização do ensino fundamental e médio. O grupo de ATPs e professores especialistas que participaram dos fóruns destacaram, em relação ao encaminhamento de 2003, a relevância dos avanços obtidos na área e as experiências metodológicas obtidas a partir da implantação do projeto Correção de Fluxo do Ciclo II.
Levando-se em consideração as reivindicações e a história do profissional especialista da própria rede estadual de ensino, iniciou-se a implementação de um trabalho que partiu da disseminação das experiências bem sucedidas dos professores para todo o ensino fundamental e médio. Dessa forma, a presente proposta curricular incorpora, no seu conteúdo, um trabalho que já está sendo discutido, implementado e testado junto à rede estadual de ensino.
3. Uma nova visão da área de Educação Física

O trabalho com a Educação Física na instituição escolar remete-nos ao ensino acerca do objeto de estudo da área de conhecimento correspondente: o movimento humano ou, mais especificamente, a cultura do movimento. A Educação Física Escolar responsabiliza-se pela disseminação dos saberes escolares relativos à especificidade da área de conhecimento, ou seja, orientação e aplicação pedagógica desse conhecimento específico para contribuir na formação de um cidadão autônomo, crítico e participativo, capaz de atuar com competência, responsabilidade e dignidade na sociedade em que vive e assim contribuir para a sua constante transformação.
O esporte, o jogo, a ginástica, o exercício e a dança são categorias de movimento que se caracterizam como fenômenos socioculturais e constituem parte importante do acervo cultural da humanidade, as quais podemos denominar de cultura do movimento. O conhecimento sistematizado e acumulado historicamente acerca desses elementos da cultura do movimento é o que a Educação Física Escolar procura disseminar por meio do ensino (Tani & Manoel, 2004). O domínio desse conhecimento sistematizado é um instrumento essencial para o exercício da cidadania. Dessa maneira, as aulas de Educação Física na escola ganham um verdadeiro significado, deixando de lado o "fazer pelo fazer", a "prática pela prática", para disseminar e socializar um saber relativo à cultura do movimento, instrumentalizando o aluno para otimizar e potencializar suas capacidades de movimento e assim melhor interagir no meio físico, social e cultural em que vive.

Acredita-se que a disseminação de saberes acerca da cultura do movimento, presentes em práticas motoras variadas - tanto em atividades motoras básicas como culturalmente determinadas (o jogo, por exemplo), assim como em outras atividades do cotidiano - pode proporcionar a aplicação desses conhecimentos de forma adequada à sua condição individual. Podemos ainda apontar que pode potencializar o estímulo para a sua prática regular e sistemática ao longo da vida, adotando conscientemente um estilo de vida ativo na busca de uma melhor qualidade de vida.
Constata-se a existência de um grande interesse por parte da população em praticar atividades físicas regularmente visando à manutenção ou melhoria da saúde, haja vista a adesão das pessoas às campanhas de esclarecimentos e de prática de atividades físicas em parques, centros de lazer, escolas e outras instituições congêneres. Todavia, a aderência dessa população à prática da atividade física ao longo da vida, necessita de esclarecimentos para uma tomada de consciência não apenas dos seus benefícios, mas também para construir canais de reivindicações capazes de transformar a realidade social encontrada (Saba, 2001).

Por outro lado, uma parcela significativa da população ainda não tomou consciência da importância da prática regular e sistemática de atividade física, sofrendo conseqüências danosas à saúde causadas pelo sedentarismo: aumento dos índices de obesidade, problemas cardíacos, stress e perda gradativa do potencial de determinadas capacidades físicas que podem levar à perda de autonomia de movimento, com sérias implicações sociais. Essa falta de consciência pode ser observada também na prática inadequada de atividades físicas, com sérias conseqüências, como lesões no aparelho locomotor por causa de sobrecarga excessiva, tendinites, problemas posturais, desvios de coluna e assim por diante. O pobre desenvolvimento do repertório motor é um outro importante aspecto a ser considerado, pois implica muitas vezes em exclusão social, ocasionada pela falta de habilidade em realizar movimentos necessários para a efetiva interação com o ambiente físico, social e cultural, como, por exemplo, dançar num baile informal ou participar de um jogo numa situação de lazer.

Diante desse quadro, o desafio que se coloca à Educação Física Escolar é muito grande: fomentar a disseminação do conhecimento acerca do movimento humano, promovendo situações no processo ensino-aprendizagem que contribuam para a conquista da autonomia e consciência como cidadão crítico. Durante as aulas de Educação Física, os alunos precisam ser estimulados a participarem e vivenciarem diversos movimentos, bem como a refletirem acerca das atividades físicas realizadas, levantando dados das suas experiências e deduzindo hipóteses que levem à aquisição do saber elaborado.

Esse saber necessita ser utilizado e aplicado de diversas formas: não só em habilidades e competências escolares, como também no empreendimento de projetos de vida que busquem uma sociedade melhor: com espaços adequados à prática de atividades, disponibilidades reais de tempo para praticar atividades, condições melhores de trabalho, condições apropriadas de lazer, melhores condições motoras tanto para os idosos como para indivíduos portadores de necessidades especiais, etc.

A aquisição de conhecimento sistematizado na aula de Educação Física tem de partir e retornar de um conhecimento relacionado e necessário à vida dos alunos devendo extrapolar os limites da sala de aula, dos muros da escola e favorecendo a tomada de consciência do movimento humano, instrumentalizando-os para interagir melhor com o meio e assim lutar por uma sociedade mais justa que apresente uma diminuição de desigualdades nas oportunidades sociais, visando ao pleno exercício da cidadania na busca de uma melhora na qualidade de vida.

FONTE: Secretária de Estado da Educação Estado de São Paulo, consultado em www.educacao.sp.gov.br ,dia 02 de março de 2011 15:00hrs